O dilema entre atuar naquilo que gostamos e fazer aquilo que precisamos

Durante a história da humanidade, percebemos momentos que nos permitem refletir sobre a maneira de agir diante da época que estamos vivendo comparando com os modelos racional e de prazer, talvez possamos nos perguntar se podemos agir racionalmente e ter prazer? Ou quem sabe, se o prazer não esta ligado a ser ou agir racionalmente? Quero crer que são tantos os desafios, tarefas realizadas diariamente que por vezes torna-se difícil discernir, entender todas estas situações e simplesmente viver.

Normalmente deparo-me com pessoas queixando-se sobre suas vidas e escolhas. Questionando sobre seu emprego ou sua atual ocupação profissional, comparando seus “antigos” sonhos com suas atuais atividades, buscando por meio do desabafo sentir-se mais confortável. A questão é mais profunda; conectar-se com este fato ou realidade pode significar sair da sua Zona de Conforto e enfrentar um desconforto muitas vezes intenso e doloroso.

Por outro lado algumas pessoas já descreveram este comportamento humano como um tipo de “loucura”, a final o homem sendo provido de raciocínio, muitas vezes age de maneira nada racional nestas questões, na forma de conduzir sua vida, sua saúde física e mental. Isto permite confundir-se com sua maneira de viver e esquece de agradecer pelo seu dia.

Quero citar duas pessoas, entre tantas, que durante sua trajetoria de vida colaboraram para promover pensares sobre estes comportamentos contraditórios, os quais muitas vezes tiram a paz interior na busca pela realização: “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver” - Dalai Lama. O outro: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” - Chico Xavier.

 

Wlamir Carvalho




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